Paperlist

Os livros mais vendidos de todos os tempos

Confira um ranking dos livros mais vendidos.

Alguns livros são tão importantes que já fazem parte da história da humanidade, são aqueles de leitura obrigatória! Mas você já parou para pensar quais são os livros mais lidos de todos os tempos? Pois você irá descobrir agora! A lista dos livros mais populares inclui publicações que ganham vantagem por terem sido publicadas há décadas e até centenas de anos. Porém, outros são verdadeiros fenômenos que conseguiram entrar na lista em pouquíssimo tempo.

Porém, antes de ver a lista, é importante saber que “mais vendidos” refere-se ao número estimado de cópias vendidas por cada livro, ao invés do número de livros impressos ou possuídos atualmente. Apesar de ser difícil contabilizar um total de todos livros lançados, já que alguns são muito antigos e outros foram publicados por editoras diferentes e não relacionadas, esta é uma lista com uma estimativa bem próxima.

10) O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (Clive Staples Lewis) – 85 milhões de cópias

O livro é um romance de literatura fantástica do escritor britânico C.S. Lewis. Publicado em 1950, mas escrito em meados de 1940, é o primeiro e mais conhecido livro da série intitulada As Crônicas de Nárnia. Apesar de ser o primeiro livro a ser publicado, é na verdade o segundo na ordem cronológica dos acontecimentos da série. Traz a dedicatória do autor para a sua enteada, Lucy Barfield.

Data da primeira publicação: 1950

9) Ela, a Feiticeira (Henry Rider Haggard) – 100 milhões de cópias

A obra é um best-seller escrito por Henry Rider Haggard, escritor vitoriano de aventuras e fantasia. O livro narra as aventuras de Leo Vincey e Horace Holly numa região inexplorada da África, onde encontram uma civilização perdida obediente a uma misteriosa feiticeira chamada Ela. O livro tornou-se a obra mais popular de Haggard, deixando para trás outro grande clássico de Haggard, as ‘As Minas do Rei Salomão’.

Data da primeira publicação: 1887

8) O Sonho da Câmara Vermelha (Cao Xueqin) – 100 milhões de cópias

O livro é uma obra-prima da literatura chinesa e um dos Quatro Grandes Romances Clássicos da China. O livro foi escrito em meados do Século XVIII, durante a Dinastia Qing, e tem sua autoria atribuída a Cao Xueqin. Esta obra é reconhecida como o ponto mais alto dos romances clássicos chineses. “Vermelhologia” é o campo de estudo dedicado exclusivamente a esta obra. Acredita-se que o conteúdo da história seja semiautobiográfica descrevendo o destino da própria família do escritor e, por extensão, da dinastia Qing. Como o autor detalha no primeiro capítulo, o livro se destina a ser um memorial para as mulheres que ele conheceu em sua juventude: amigas, familiares e serviçais.

Data da primeira publicação: 1791

7) O Caso dos Dez Negrinhos/E Não Sobrou Nenhum… (Agatha Christie) – 100 milhões de cópias

No seu momento de maturidade literária, intensa criatividade e inventividade, Agatha Christie nos brinda com ‘E Não Sobrou Nenhum’, considerado o melhor livro de suspense de todos os tempos, uma pérola do romance policial. Uma trama urdida cuidadosamente onde nenhum detalhe está fora do lugar, com a construção de incríveis elementos: a ilha deserta e isolada, a grande mansão e principalmente o fato de todos os convidados serem mutuamente suspeitos. Com essa atmosfera a autora já abre inúmeras possibilidades para a evolução da trama, e este é um dos seus grandes trunfos utilizados com muita argúcia para enriquecer o enredo. Outro fator que atesta a importância e a força desta ambientação é que os elementos utilizados por Aghata Christie tornaram-se alguns dos lugares-comuns mais visitados de toda a ficção policial em filmes, seriados, novelas e até mesmo em jogos de tabuleiro.

Data da primeira publicação: 1939

6) O Hobbit (J. R. R. Tolkien) – 100 milhões de cópias

O Hobbit foi aclamado pela crítica, sendo nomeado à Medalha Carnegie e recebendo um prêmio do jornal norte-americano New York Herald Tribune de melhor ficção juvenil. O romance se mantém popular com o passar dos anos e é reconhecido como um clássico da literatura infantil. Os hobbits são seres muito pequenos, menores do que os anões. São de boa paz, sua única ambição é uma boa terra lavrada e só gostam de lidar com ferramentas manuais. Este livro tem como personagem central o hobbit Bilbo Bolseiro. Ele vive muito tranquilo até que o mago Gandalf e uma companhia de anões o levam numa expedição para resgatar um tesouro guardado por Smaug, um dragão enorme e perigoso.

Data da primeira publicação: 1937

5) Harry Potter e a Pedra Filosofal (J. K. Rowling) – 107 milhões de cópias

É o primeiro livro da saga Harry Potter, que viria a se tornar uma febre e carregar uma legião de fãs no mundo todo, mudando para sempre a história da literatura. Harry Potter é um garoto cujos pais, feiticeiros, foram assassinados por um poderosíssimo bruxo quando ele ainda era um bebê. Ele foi levado, então, para a casa dos tios que nada tinham a ver com o sobrenatural. No dia de seu aniversário de 11 anos, Harry descobre sua verdadeira história e seu destino: ser um aprendiz de feiticeiro até o dia em que terá que enfrentar a pior força do mal, o homem que assassinou seus pais. Potter fica sabendo que é a única pessoa a ter sobrevivido a um ataque do tal bruxo do mal e essa é a causa da marca em forma de raio que ele carrega na testa. Ele não é um garoto qualquer, ele sequer é um feiticeiro qualquer; ele é Harry Potter, símbolo de poder, resistência e um líder natural entre os sobrenaturais.

Data da primeira publicação: 1997

4) O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry) – 140 milhões de cópias

‘O Pequeno Príncipe’ tornou-se obra de apelo universal, um clássico moderno traduzido para mais de oitenta idiomas. Suas páginas abrigam valiosas lições sobre a solidão, a amizade, o tempo, a vida e a morte, compartilhadas por meio do pequeno habitante do asteroide B 612. Apesar de escrito e narrado por um adulto, ‘O Pequeno Príncipe’ se dirige, desde suas primeiras linhas, às crianças. É, na verdade, uma ode à infância, uma delicada viagem a esse planeta que aos poucos abandonamos, vivendo em prol das nossas vaidades, vícios, obrigações, números e demais coisas ‘sérias e importantes’.

Data da primeira publicação: 1943

3) O Senhor dos Anéis (J. R. R. Tolkien) – 150 milhões de cópias

O Senhor dos Anéis é uma trilogia de livros de alta fantasia escrita pelo escritor britânico J. R. R. Tolkien. A saga veio primeiro que outro livro de sucesso do escritor, O Hobbit, e logo se desenvolveu numa história muito maior. Foi escrito entre 1937 e 1949, com muitas partes criadas durante a Segunda Guerra Mundial. Embora Tolkien tenha planejado realizá-lo em volume único, foi originalmente publicado em três volumes entre 1954 e 1955, e foi assim, em três volumes, que se tornou popular. Desde então foi reimpresso várias vezes e foi traduzido para mais de 40 línguas, e vendeu mais 160 milhões de cópias, tornando-se um dos trabalhos mais populares da literatura do século XX.

Data da primeira publicação: 1954

2) Um Conto de Duas Cidades (Charles Dickens) – 200 milhões de cópias

Terno e violento. Essa adjetivação antagônica talvez dê conta do fulgor narrativo de Um conto de duas cidades. Repleto de aventura, romance e tragédia, o romance teve como inspiração a obra História da Revolução Francesa, publicada em 1837 pelo escritor, ensaísta e historiador escocês Thomas Carlyle (1795-1881). Longe de abandonar características dickensianas como o realismo e a forte tensão sentimental, incorpora contudo elementos que conferem a esta obra uma feliz singularidade dentro do legado do autor inglês. Deixando um pouco de lado a comicidade que costuma permear seus personagens – ela está, sim, presente no texto, mas em proporção diminuta se comparada a outros trabalhos -, Dickens embarca aqui em uma emocionante pintura da Revolução Francesa.

Data da primeira publicação: 1859

1) Don Quixote (Miguel de Cervantes) – 500 milhões de cópias

O livro traz a história de um ingênuo senhor rural cujo passatempo favorito era a leitura de livros de cavalaria. Na sua obsessão, acreditava literalmente nas aventuras escritas e decide tornar-se um cavaleiro andante. Suas viagens sucedem-se sob a alucinação de que estava vivendo na era da cavalaria; pessoas que encontrava nas estradas pareciam-lhe como cavaleiros em armas, damas em apuros, gigantes e monstros; até moinhos de vento na sua imaginação eram seres vivos. Combatendo as injustiças, o personagem enfrenta situações penosas e ridículas, mantendo, porém, uma figura nobre e patética.

Data da primeira publicação: 1615